sexta-feira, 19 de outubro de 2007

31

Primeiro quero pedir desculpa à Sara por todo este atraso. Dixcupa tá! ;)

Agora o mais difícil... saber que palavras aqui escrever.
Após algumas introspecções decidi falar um pouquinho de mim, da minha curta experiência de vida... quando aos 25 anos de idade a minha vida deu uma volta de 180º com a adaptação a uma nova realidade... ser imigrante num país enorme como são os EUA.
Nunca há palavras suficientes para descrever essa experiência, mas aqui vão algumas:
Há 4 anos que deixei a mais de 5000 km de distância uma vida... amizades, família... Há 4 anos que o amor foi a principal razão pela qual decidi enfrentar os Adamastores do Oceano Atlântico e procurar a felicidade em terras do Uncle Sam. Não me arrependo minimanente. Estou bem aqui. Sou feliz. Criei raízes.
Mas a minha pátria está sempre na minha cabeça e no meu coração. Não há dia nenhum que não pense no outro lado do mundo, na minha praia, nas amizades e principalmente na minha família.
Não é fácil estar dividido entre dois continentes. Se por um lado me sinto profissional e pessoalmente realizada, por outro as saudades da Terra Mãe são muitas. É esta a sina do imigrantes, dizem muitos. E têm razão! Só quem sai debaixo das saias da sua terra e encara um novo país, sabe o que digo.
A adaptação, integração e a assimilação da cultura norte-americana custou e ainda está em fase de absorção. Todos os dias aprendo. Nasci e estou a crescer de novo, mas todos os dias tento tirar vantagem desta nova vida que escolhi e desta nação de decidi chamar de lar.
Há que aprender a equilibrar os sentimentos e, principalmente, a palavra saudade, essa palavra tão típica portuguesa, que percorre as bocas do mundo e apenas tem um significado único e distinto na língua de Camões.

A seguir deixo-vos com um poema de Sophia de Mello Breyner Andresen, cujo tema é a Pátria.

Por um país de pedra e vento duro
Por um país de luz perfeita e clara
Pelo negro da terra e pelo branco do muro

Pelos rostos de silêncio e de paciência
Que a miséria longamente desenhou
Rente aos ossos com toda a exactidão
Do longo relatório irrecusável

E pelos rostos iguais ao sol e ao vento
E pela limpidez das tão amadas
Palavras sempre ditas com paixão
Pela cor e pelo peso das palavras
Pelo concreto silêncio limpo das palavras
Donde se erguem as coisas nomeadas
Pela nudez das palavras deslumbradas

- Pedra, rio, vento, casa
Pranto, dia, canto, alento
Espaço, raiz e água
Ó minha pátria e meu centro

Me dói a lua me soluça o mar
E o exílio se inscreve em pleno tempo.


E porque "
As palavras"

São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.

Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.

Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?

Assim termino este meu post com Eugénio de Andrade.

Agora passo a palavra à Leonor, a autora do blog E o céu azul brilhará.

Beijinhos.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

30

A decisão sobre o que escrever aqui foi difícil de tomar.
E porque não se escreve sempre que se quer, recupero um texto meu de 11 de Junho deste ano.

Bem-vindos ao deserto
Quando a nossa vida não está à nossa espera ao virar da próxima esquina, são tantas as voltas que damos ao quarteirão à procura daquilo que nos define que acabamos por nos perder no mapa das vidas que nos rodeiam. Um gigantesco atlas emocional em que desenhamos as nossas próprias decisões e em que a viagem ao centro histórico de nós mesmos acaba sempre num beco sem saída. Seja qual for a rota que seguirmos, uma estrela polar é essencial para nos mantermos atentos ao ponto cardeal mais alto: a projecção das nossas vontades. E quando nem uma bússola nos ajuda a ir ao seu encontro, sentamo-nos com um ar pateticamente exausto no rossio mais caminhado onde toda a gente nos vê, mas ninguém nos pega pela mão e nos diz “eu fico contigo”.

Obrigada pelo convite. :)
O meu segue para o outro lado do mundo, para a Vanessa.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

29

O primeiro de muitos apartes:
Eu não sou a Marta. Quer dizer, é mais ou menos como naquele anúncio ao leite, uma boa parte de mim é Marta. A Marta anda muito ocupada com o seu novo emprego, e não tendo tempo para isto passou-me a mim a batata quente que a Anouska lhe tinha passado. Portanto, se querem achar o derradeiro culpado (e preparem-se que este post é só sobre isso) para o que aí se segue, poupo-vos o trabalho: é a Marta.

O segundo de muitos apartes:
Eu sei que ninguém me perguntou nada e que provavelmente não querem saber e que no fim do texto vão tentar esquecer, mas o meu nome, obviamente não verdadeiro, é Toupeira.

O terceiro de muitos, provavelmente demasiados, apartes:
Não tenho blog, não sei fazer links, não busco exactidão factual, não sei espetar fotografias para ilustrar a cena, enfim, sou um granda nabo, um dos maiores, não só nisto como em quase toda a actividade a que me dedique, incluindo fazer xixi, que a minha mãe está-me sempre a dizer para limpar o tampo da sanita. E também tenho insónias o que quer dizer que nem para dormir tenho jeito. Sou tão mau a tudo que o meu silêncio é de esferovite e vale, no máximo, três palavras, todas monossilábicas.



FOI KAFKA QUEM CRIOU A MITOLOGIA DOS DEUSES DO OLIMPO!


Isto não é ficção:

"O senador Ernie Chamberes, do estado de Nebraska, abriu um processo contra Deus no condado de Douglas.
Conhecido por críticas aos cristãos, o democrata disse no processo, que abriu semana passada, que Deus gera medo e que é responsável por milhões de mortes e destruições pelo mundo. Segundo ele, Deus gerou “inundações, furacões horríveis e terríveis tornados”.
Chamberes comentou que Deus fez ameaças terroristas contra ele e os seus eleitores.
Conforme o senador, ele abriu o processo em Douglas porque Deus está em todos as partes."

Ora bem, o meu primeiro comentário é que acho isto perfeitamente injusto. Deus não é o único responsável. Depois de muito reflectir, fiz esta pequena lista de culpados a acrescentar ao processo:

- O Demo, Diabo, Santanás ou que quer que seja o nome dele, não me parece que esteja isento de culpas. Eu sei que ele é um anjo caído e que tem muita revolta, muita dor, mas quem cai, levanta-se. Ou então é o Cristiano Ronaldo e fica ali a fazer fita.

- A Eva, porque se não fosse ela a malta ainda andava a aborrecer-se no reino dos céus onde nada acontece. É claro que a Sepente ajudou e o Adão não resistiu, mas eu aprendi com alguns amigos benfiquistas que quando algo corre mal, a culpa é da mulher.


Depois, como ainda era cedo e ainda não tinha começado o Toca a Ganhar, lá reflecti mais um bocadinho e apercebi-me que a injustiça daquele processo era muito maior do que tinha pensado à primeira. É até insultuoso! Primeiro porque hoje em dia há mais religiões do que bons actores nos Morangos. Segundo, porque achei, após um longo e demorado processo de análise, aquele que será, para além de toda e qualquer dúvida razoável, o culpado disto tudo. Em relação ao primeiro ponto, choca-me a arrogância e sobranceria subliminarmente presente na acusação a Deus. É porque Alá não tem poder para causar coisas más só porque, discutivelmente, tem menos audiências? E os deuses Hindus? e Anúbis? E os deuses Gregos e a sua versão de sucesso, apesar de os críticos acharem que não passa de um plágio, os deuses Romanos? Ah, poizé, e ainda assim estou a esquecer-me de muitos outros nomes do mundo divino. Quanto ao segundo ponto, já lá vamos.

Pequeno aparte:

O que achariam se eu vos desse como presente de casamento um carro e respectivas chaves e depois vos proibisse de entrar lá dentro? e vos dissesse repetidamente para nunca sequer entrarem lá dentro? è claro que ao fim de algum tempo a malta metia-se dentro do carro e ala que se faz tarde, que isto até é um modelo de gama média alta, O que vocês não sabiam é que eu, como gajo simpático que sou, tinha armadilhado o carro à boa maneira mafiosa, e assim que abrissem a porta, CABUM! lá iam o carro, vocês, o vosso cão e tudo mais que estivesse por perto. Quando aparecesse a PJ acham que eles iam dizer que a culpa era de quem abriu a porta porque tinha sido avisado mais que uma vez para não o fazer? Se tal acontecesse seria, o mínimo, Kafkiano.

Vamos então ao segundo ponto que para quem está desse lado do monitor já deve estar mais distante e esquecido do que a última frase de jeito que esse grande querido do neo nazismo português, o Manuel Machado, disse, tendo em conta o cenário hipotético de que alguma vez isso possa ter acontecido. Era a minha reflexão sobre quem será o verdadeiro, o derradeiro, o príncipal culpado de todos os males do mundo, do Apito Dourado, da Casa Pia, do Cláudio Ramos não ser mudo, dos reality shows, do Belenenses não ter ganho ao Bayern, de não ter sido a Marta a escrever aqui em vez de mim, da velocidade da Internet nunca ser aquilo que dizem, dos dias de chuva, dos dias de sol, dos mosquitos, das velhas que ocupam o passeio todo e andam mais devagar do que o fisicamente possível, enfim, de todas as desgraças.

Mas antes, outro pequeno aparte:
Fiz um inquérito a algumas personalidades mundiais sobre quem eles achavam que poderia ser o Grande Responsável, cujas respostas aqui publico:

Bart Simpson - "Não fui eu"
Cláudio Ramos - "A Elsa Raposo"
Francisco Balsemão - "A TVI"
Mahmoud Ahmadinejad - "Os gays"
Sigmund Freud - "A minha mãe"
Albert Einstein - "É relativo"
Luís Filipe Vieira - "Pinto da Costa"
Francisco Louçã - "Os fascistas do capital"
O Príncipezinho - "Os adultos"
Pinto da Costa - "Rui Rio"
Bush - "O que quer dizer "responsável"?"

E agora, o Derradeiro Culpado Disto Tudo Segundo Toupeira:

Zeus! Porquê? Na versão que me contaram quando eu era chavaleco Zeus dá uma caixinha como prenda de casamento a uma tal de Pandora, mas diz-lhe para nunca a abrir. Quem é que quer uma caixa que não pode abrir? a utilidade da caixa é que dá para abrir e pôr coisas lá dentro! Passado algum tempo a Pandora lá foi cuscar a caixa e TUNGAS! lá vão todas as enfermidades conhecidas a voar por ali a fora. Desculpem, mas é bem pior do que o meu carro armadilhado.
OK, eu sei que a versão oficial deste acontecimento verídico é um pouco diferente, mas no essencial é como a Coca Cola Zero: Sabe igual! Zeus criou a caixa cheia de coisas más lá dentro e manda-a cá para baixo onde não havia nem morte, nem doença, nem o Socrates. Também não havia mulheres, mas uma desgraça nunca vem só.


Moral da história?
Não me convidem para o vosso casamento.

Último aparte:

A pedido da Marta, o próximo post vai para.....

a Sara em http://amagodaalma.blogspot.com/

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

28!

Ora cá estou eu! Tarde mas estou, a convite do meu amigo Pescas, a quem mando aqui uma abraçada forte e obrigada pelo convite!;)

Andei aqui ás voltas com os meus neurónios a pensar o que escrever... e só me ocorre uma ciosa na verdade! Embora tenha um blog inteirinho só meu para o fazer acho que é o início deste meu texto, que espero que não seja um enorme e aborrecido testamento! Já vão perceber... é que ultimamente assim que começo a escrever é tão difícil parar... ando num cada vez maior turbilhão de sentimentos e quero cada vez mais mandar esse turbilhão cá para fora (juro que não sou eu que ando a provocar os terramotos na Indonésia!:p). E já tanto que escrevi e ainda não disse nada!lol

Pois bem, aqui vai: sou Mãe! eu... que há tão pouco tempo andava na escola a chorar por não ter resposta ao bilhetinho que escondi dentro do estojo daquele rapazinho tão engraçadinho. Eu...que há tão pouco tempo andava revoltada com tudo e com todos e que batia com as portas lavada em lágrimas porque ninguém me entendia... Eu, que há tão pouco tempo estava tão confusa porque não percebia porque é quem eu queria e desejava não estava nem aí e quem eu não via nem sentia me queria dar tudo! Eu, que há tão pouco tempo perdia horas a fazer ginástica com os meus irmãos tão pequeninos ao som de Beach Boys... Eu que há tão pouco tempo só pensava e vivia para mim! Mas depois descobri-o, encontrei-o finalmente! Sim, a ele, a esse bicho raro que todos querem mas nem todos encontram ou até que chocam com ele mas não perceberam e passaram ao lado, porque simplesmente não souberam ver que há muito mais para além de um "eu"! Eu descobri que há um "nós", onde dois "eus" se encontram e dão as mãos com o compromisso sério e a responsabilidade de traçar um caminho comum, independentemente dos obstáculos que aparecem no caminho, independentemente da velocidade a que, hoje em dia, insistem em fazer o tempo passar por nós! O Amor obriga-nos a parar de vez em quando, todos os dias de preferência, e olhar, nem que seja por um segundo para nos encontrarmos naquele "tu" que é tão "eu"! E hoje percebo, ao olhar para o meu filhote que o "nós" é tão grandioso e intenso que faz desaparecer por completo o "eu" egocêntrico com que nascemos. Pensamos sempre na nossa profissão, no nosso ordenado, na nossa vida, nos nossos problemas, na nossa realidade, nos nossos sonhos, na nossa pessoa, em querermos mais e mais sem olhar a meios e a quem, quando a felicidade faz-se de pequenos nadas: sorrisos, olhares, dormir tranquilamente no calor dos (a)braços que nos protegem e nos fazem sentir tão bonitos, mesmo gordas ou com celulite ou pobres ou chatas ou baixas, ou refilonas e rabugentas! É tão fácil amar assim...basta por de lado o "eu" que só quer mandar e exigir, o "eu" que só procura e quer o "tu" quando o vazio se instala e não pensa, não sente, não exige na mesma moeda! É injusto e é uma perda de tempo! Há tempo para festas, para curtir a vida e para ser irresponsável mas há o dia que temos mesmo de crescer e assumirmos que temos um objectivo na vida e lutar por ele! A vida é curta mas suficientemente comprida para conseguirmos dar a volta, para conseguirmos crescer e aprender a abrir as mãos aos outros e contrariar a natureza com que nascemos: já repararam que os bebés nascem com as mãos fechadas? Dependentes e egoístas! Mas a vida com os seus sabores e dissabores ensina-nos muita coisa e há que lutar por valores e encontrar um caminho. O meu caminho é tão mais bonito e colorido e saboroso desde que ele nasceu! O meu "eu" agradece-te filhote, o "tu" do pai também te agradece por nos dares todos os dias este "nós" que nos fez crescer mais um bocadinho e que nos faz sentir tão cheios! Estamos prontos para ultrapassar todos os momentos bons, muito bons, menos bons e assim-assim que nos esperam. Espero e desejo ardentemente fazer de ti um Homem de coração cheio e dar-te todo o carinho que exigia dos outros quando era assim tão pequenininha...e isso foi há tão pouco tempo! Sei que o nosso "nós" é daqueles tão apertadinhos e resistentes que nada nem ninguém vai conseguir desatar...nunca! Fiquei ainda mais sensível aos outros e ás crianças que são e serão sempre o futuro, os "nós" das amarras do mundo e que tantas vezes não têm o carinho e a segurança interior para crescerem com equilibrio e com vontade de lutar, não nas guerras materialistas e egoístas de todos os dias e que se destroem tudo e todos a cada dia que passa. Eles têm de lutar pela felicidade e pelos sorrisos dos outros e ter a convicção que alguém, um "tu" vai por certo também lembrar-se do sorriso do seu "eu"! Para se receber tem de se aprender a dar! E dar sem esperar receber em troca, dar sem interesse ou segundas intenções!
Deixemo-nos de palavras bonitas e teorias e passemos urgentemente à prática! O mundo agradece!

LOL eu avisei que isto ia ser cruel... as minhas mais sinceras desculpas a quem acha este testamento uma lamechice pegada e uma seca descomunal mas...a maternidade tem destas coisas e causa danos irreversíveis nas mulheres!
Tio Pescas, a culpa é toda tua!;) Obrigada mais uma vez pelo convite! Beijinhos**
P.S.: hummmmm agora não sei como é que isto se passa a outro e não ao mesmo mas eu gostava de passar a mensagem à minha amiga e cibermadrinha virtual Marta...
P.S.1: não sei de quem foi a ideia deste blog mas parabéns e está bem original!
P.S.2: viva o Benfica!

terça-feira, 25 de setembro de 2007

27

Ora eu não estava mesmo nada à espera desta situação. Desde já peço a minha desculpa por escrever passados tantos dias mas, com a minha profissão e mudança de turnos, tudo se torna um pouco complicado.

Mas é com muito orgulho que agradeço o convite do Freilão e venho contribuir para a divulgação deste blog.
Poderia aqui falar sobre a humanidade, a política, o tempo (que por acaso hoje está um belo dia de sol), etc e tal mas, como não sou uma pessoa de me queixar muito visto que a maior parte das vezes estamos mal apenas porque nós queremos, vou deixar aqui um cheirinho de duas das minhas paixões: a escrita e a fotografia.

Não fiz ainda nenhum blogue sobre os temas mas quem sabe se um dia não existirão. De momento nem para o meu diário tenho tido tempo.
Mas cá fica um poema e foto (podem ver mais poemas e fotos minhas em Aldeia Global):




E deixo o testemunho à Anouska, que de certeza vai ter algo mais inteligente para dizer do que eu, esperando brevemente voltar a actualizar os meus blogs.
Obs: Nas permissões não me deixa mandar mail a convidar, só me deixa desistir do blog. HELP!!! Penso que me tenham colocado só como autor, como tal não posso convidar :((( Alguém que altere por favor.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

26

Como fui apanhado completamente desprevenido, tive uma branca sobre o que poderia escrever aqui, no entanto além do convite, a Su ajudou-me com os últimos 2 parágrafos do seu post.
Primeiro quando falou da demora ou seja, desta nova doença que é a falta de tempo e depois quando ela me apresenta como um amigo ausente de longa data. Quando li, abanei a cabeça concordando com a frase, ao mesmo tempo que ia sentindo uma tristeza ao tentar lembrar-me de quando foi a ultima vez que a vi (2004?), pior foi quando fiz o mesmo exercício mental para todos os amigos que ainda me lembro…como é possível? Se pararmos um pouco para pensar sobre isto, é fácil descobrir que hoje em dia não se tem tempo para estar com os amigos, pelo menos com todos os que merecem um pouco da nossa presença e atenção. Pois é, vivemos numa época onde existe cada vez menos tempo para as relações pessoais, primeiro está o trabalho, depois o trabalho a seguir talvez a mulher, filhos só quando tivermos condições (tempo), e os amigos? Epá os amigos, deixa ver, conta os colegas do trabalho? Não? Então…os amigos…já sei, aproveitamos aquela hora ao final de noite e vamos até ao Hi5 e Messenger falar com eles! Vida estupidamente estranha, esta que vivemos a correr, sem tempo de olhar para trás nem pensar no que está à frente.
No entanto, existe uma esperança, pois nem tudo é mau nestes tempos que correm, cada vez mais as pessoas estão a aproveitar o pouco tempo que têm para reflectir sobre as muitas coisas que não estão bem, depois criam-se verdadeiras campanhas para sensibilizar todas as outras pessoas, de modo a que todos juntos, possamos corrigirmos o que está mal, ainda a tempo dos nossos netos terem uma vida diferente, talvez uma melhor! Uma dessas campanhas tem como objectivo mudar aquilo que descrevi em cima, isto é, unir as pessoas e fazer com que estas sintam os verdadeiros valores da vida, a campanha que falo e que certamente já conhecem, é o Movimento dos Free Hugs ou em português, Abraços Grátis! Este movimento que começou com o Australiano Juan Mann, tem vindo a crescer graças à Internet (no youtube está em força) e agora está a percorrer o mundo, como tal também já chegou ao nosso país. Espero que a Mensagem do Movimento chegue a todos aqueles que vejam este post, portanto agarrem nos vossos cartazes e vão para a rua!



Só me resta mandar um abraço à Su, e a todos vocês, agora vou continuar a falar de coisas menos serias no meu blog e dar o lugar ao Pescas.

domingo, 16 de setembro de 2007

25

Saudações.

Da primeira vez que recebi o convite para escrever aqui decidi que iria aproveitar esta oportunidade para escrever sobre aquilo que para mim será o mais importante e essencial na minha existência.



Em vez disso, decidi pegar num pedacinho de mim e registá-lo aqui. No fundo, todos nós, na sua diferença e pluralidade, somos o mesmo. Emoções. E esta música (http://www.youtube.com/watch?v=y8dQP5srrGk) causa-me muito disso. A letra entra-me no corpo como uma explosão daquilo que corre dentro de mim. Evolução natural da vida, o que cada um deve almejar, expectativas de tudo. Atingidas, nunca forjadas. Dentro de nós não há limites nem barreiras. Há sonhos, gostos, fetiches, arrepios, chocolates. Amo-me. Porque sou única nos meus defeitos e virtudes. E a consciência que tenho disso é avassaladora. O universo em mim é infinito.

Lamento a demora. Foi por uma boa causa... Lá está a vida de cada um e de todos tem destas coisas. Adoro-te Sis.
Passo a oportunidade de escrever aqui ao Rúben, um blogador, ou blogueiro experiente. Amigo ausente de longa data.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

24

devo dar de mim ou parodiar? devo ser séria e socialmente correcta ou extravazar e dizer o que me vai na tola? muito bem... o que sair é o que sou neste momento e fica um registo do agora que entretanto já é passado. como estou a terminar uma fase de trabalho muito intensivo e a entrar no período férias, como estou no culminar do que foi também uma fase de conhecimento interior e de como me relacciono com os outros, como estou assim assim a explodir devido à adrenalina que me percorre sem que consiga de forma coordenada chegar a conclusões ou sequer falar sobre temas que me interessam ou que não me interessam nada mas que ainda assim afinal interessam qualquer coisa, como sinto uma vontade imensa de cair na água gelada nas praias da serra da arrábida, por tudo isso vou só falar de alguém cuja mudança de atitude me deixou profundamente feliz, por ele, vou falar do ps.
desengane-se quem pensa que vou falar de coisas que têm algum tipo de interesse partidário, nah nada disso, vou falar de algo que sou eu (e que o leitor mais atento pode estar já a detectar do que se trata) mas que são os outros e que afinal se reflecte em toda a sociedade mas que normalmente não ligamos muito, as atitudes e comportamentos dos outros.
o ps trabalha no mesmo local que eu com a diferença de um piso. quando fui trabalhar para ali conheci o ps, um tipo relativamente obeso, muito calado, que deitava um cheiro a suor de tal ordem que eu fugia de ir ao pé dele, era mesmo o chamado fedor! sim, sim, coitado do ps podia não ser culpa dele, pois podia não ser, mas era mau, desagradável e pronto era de evitar. há uns meses atrás alguém comentava comigo "já viste como o ps está mais magro?", "não, não vi, qual ps? ah esse? não, não me apercebi de nada", na hora de almoço lá estava ele com quase um terço de espaço a menos ocupado em relação há uns meses atrás... o ps decidiu começar a praticar desporto todos os dias para emagrecer, quando o vejo ao meu lado na aula de rpm penso que lhe vai dar "uma coisinha má" a qualquer momento e afinal ele sobrevive. para além do peso que perdeu o tal fedor desapareceu, mas o que mais me impressionou e deixou feliz por ele foi reparar que de um forma ainda tímida ele já fala com as pessoas sem que tenham que ser elas a meter conversa, nota-se que ele é hoje uma pessoa com muito mais confiança do que antes e como sei que nunca vou ter coragem de lhe dizer isso a ele porque não me relacciono de forma tão próxima a verdade é que me sinto feliz por ele e queria que ele soubesse que (eventualmente mais) alguém reparou nessa fantástica mudança, mesmo feliz, não por ele ter emagrecido, nunca por aí, talvez por ter deixado o fedor de lado também, mas é mesmo pela mudança que esta melhoria física aparente lhe trouxe, fiquei muito feliz pelo ps e espero que a auto-confiança dele não se deixe perturbar!

no meio de tanta palavra que não vou ter grande paciência de reler e ainda bem porque senão apagava e nunca mais escrevia nada, queria só transmitir felicidade e bem estar. paz.
e com esta me vou, muito obrigada pelo convite tão simpático e como gostei tanto vou passá-lo a alguém de quem gosto muito, muito, muito e que acho que vai ser com certeza uma boa contribuição, do meu (nosso) espaço para o que afinal gosto de fazer partilhar envio para a recente blogger, a minha sis su!

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

23

Ontem estava no duche quando me lembrei de uma ideia para um post genial!
Como quase todas as minhas boas ideias, agora neste momento já não me lembro minimamente do que era.
Por isso vou antes refilar com a Humanidade em geral...

Aparentemente estamos cada vez mais prontos para dar O Salto.
É! Já se treina gente para ir a Marte...

Após pensar um bocadito sobre as particularidades das nossas vidas aqui no Burgo, ficamos com 2 (duas, sim - todas as outras encaixam nestas duas... não, essa também encaixa aí algures) hipóteses sobre as intenções da Humanidade na sua globalidade [ok, daquela ínfima percentagem que gere as coisas]:

1 - Somos (são - "eles") muito burros!
Ok, a corrida espacial serviu para muitos avanços tecnológicos. Ainda serve. Mas não há outras maneiras de motivar a malta? mmm? A mim parece-me que deve haver melhores maneiras de estimular a intelectualidade das pessoas, mas isso sou eu...
Não vou entrar pela conversa das barbaridades de $ gasto nestes e noutros projectos, quando deveríamos era investir barbáricamente na educação das pessoas (muito genérico, né? -> tecnológica, ambiental, civil, comunitária...).
Mas chateia se pensarmos no ponto 1! A mim chateia....

2 - Somos (eu também :) ) muito espertos!
Lembram-se dos avisos ambientais? Al Gore, Greenpeace, John Muir ou mesmo Seuss... E se os nossos piores receios forem mesmo realidade? mmm? E se o tal PNR ambiental já passou? E se já lixámos mesmo o planeta "beyond repair"? E não o sabemos ainda ("eles" sabem...)?...
Então só resta mesmo pormos-nos na alheta! Vai demorar, sim... Mas pode ser a única hipótese. E depois daqui entramos nas subdiscussões sobre qual o planeta ideal para colonizar. Mas isso é para uma próxima conversa.

Em qual eu acredito? Há pontos em ambas as hipótese nos quais eu GOSTARIA muito se acreditar. Infelizmente a História e Estatística fazem-me acreditar somente nos piores pontos de cada uma.

PS - Gosto de usar a expressão "eles". É liberador, não precisas de dizer (ou de saber) quem são... é quase místico! :)

E assim passa este blog do Paranóico para a Dulcineia [sim, quero que esta conversa continue :)]... se "eles" a deixarem :)

terça-feira, 21 de agosto de 2007

22



lamechas ??? praticamente impossível vindo de ti panda voador, ou bem k não fosses carneiro arraçado de dragão, o k me transfere para o medo de ser devorado como coelho k sou...
bah...lamechas....duplo bah...

isto de ser carneiro anda mto mal por este mundo, falo por mim ...estamos sempre contra tudo e mais alguma coisa, fartamos-nos rapidamente das situações, só gostamos daqueles k nós fazem frente pois dos fracos não reza a storia e enfim agressividade e implusividade a dar aos pontapés...

eu nem sei como é que o carneiros conseguem manter blogs, sinceramente....a paciência não é realmente uma virtude, mas compreendo a necessidade de partilha de ideias e o sentido de provocação.

desta forma envio para o costeletas

aguardo futuras aventuras


say no to hi fi

21


A mim calhou-me o número vinte e um, a convite do muy meu amigo Hugo. Como me apanhaste de surpresa, com a cabeça ainda nas férias, e como já estamos a falar de gatos ao comprido, árvores que morrem de pé e homens, aqui vai um pouco de CADENCIA, para aliviar o stress e dar um pouco de descanso...
Os Cadencia vindos de Andalucia faziam parte de um dos muitos cartazes de festas de verão.
A mim, surpreenderam pelo grande espectáculo que deram e pela energia em palco.
Vale apena ver pessoal novo a ir buscar ao flamenco, ao Paco de Lucia e às raízes espanholas da música uma fusão de sons que faz delícias de todos.
Para ti e para quem se deixar seduzir...
http://www.myspace.com/elflamencoquellega

Para quem não sabe:Cadência é a pontuação, no sentido gramatical, de uma frase ou sentença musical. Ela determina os pontos de descanso de uma peça. Consiste na progressão dos dois últimos acordes da frase ou da sentença.
in http://pt.wikipedia.org/wiki/Cadência

E já que estamos um pouco lamechas segue o convite para o LULAS , a long time friend.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

20


Caríssima, cara metade! Uma oferta de uma gata assim, fez-me lembrar este gato...
Ha qualquer coisa de especial no momento em que abandonamos algo e partimos rumo ao desconhecido.

Aquele roer no estômago tipo montanha russa, aquela angústia saborosa de pensar "serei capaz?", "será que também me safo desta?".

A verdade é que até hoje quase sempre me tenho safo, e entre os muitos amigos e conhecidos que vejo saltarem sem rede de segurança, quase todos se safam também.

É o medo que nos deixa presos. É o medo que nos impede de agir. É o medo que prende tantos, a lugares que não os que buscam ou a empregos de que não gostam. É o medo e o comodismo... E a Inércia...

A Inércia (sim, com I maiúsculo), faz com que uma vez que comecemos seja fácil (ou mais fácil) manter o movimento, mas também é ela, que uma vez que paremos, que Assentemos como parece estar na moda aos 30 anos, faz com que seja tão mais difícil voltar a arriscar.

Por isso caríssimas e caríssimos... Façam como o gato... Lancem-se sem rede, com inocência, ousadia e prazer e vão ver que vos sabe bem. E normalmente acabam melhor do que começaram... ;)

E de seguida ofereço este blog à Pandinha... Uma amiga de quem muito sinto a falta...

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

#19


Ela mandou-me um convite (ou desafio) para eu escrever aqui. Passou-me a batata quente. E eu cá não gosto de ficar com a batata quente nas mãos durante muito tempo. Mas estava para aqui a pensar como fazer para deixar aqui um pouco de mim, e lembrei-me que talvez o melhor fosse deixar mesmo parte de uma outra pessoa.
Pedro.
Leio-o sempre, muitas vezes. Procuro nas suas palavras outros sentidos, encontro nelas pequenas maravilhas. Todos temos acesso às palavras. Mas articulá-las assim, umas atrás das outras, com a perfeição perturbada de quem não sabe que é perfeito está reservado apenas a um pequeno círculo de génios, do qual Paixão faz parte.
Apaixonei-me pelo Pedro (este trocadilho tem tanto de previsível como de inevitável, mas há coisas das quais não podemos fugir) no dia em que abri um livro e este texto me escolheu. Porque me sinto assim tantas vezes, porque sou assim tantas vezes, porque este homem sou eu. O texto faz parte do livro "Vida de Adulto", e chama-se "Apagar":

"Escrevia uma página.
Relia-a e cortava logo alguns parágrafos. Voltava a lê-la e tirava algumas frases. Depois ia às palavras. Reparava na inutilidade de muitas e extraía-as. O que se encontra após uma vírgula também podia desaparecer. Um ponto e vírgula geralmente indicia a ineficácia das frases que une, e eram retiradas.
Continuava durante algum tempo.
Se não fosse a sua mulher roubar-lhe a página, restaria uma palavra, ou talvez nada.
Ele precisava tanto de escrever como de apagar o que escrevia"

E assim sendo, resta-me acrescentar que aí vai ele. Batata quente sai das minhas mãos directamente para as mãos deste senhor. Afinal, cara metade (ainda que virtual) só o é quando se partilha qualquer coisa. Um Blog, por exemplo.

terça-feira, 31 de julho de 2007

#18





Porque é Verão apetece-me dizer que...


Adoro o sol... A praia... A areia que descobre sítios no meu corpo que nem em própria conheço... A minha pele bronzeada... As sarda no nariz que me aparecem nesta altura do ano... Os piropos engraçados que recebo de vez em quando... O meu chapéu que faz furor em qualquer sitio onde vá... Os óculos de sol... Os gatos... Apaixonar-me por tudo e por nada... Os amores de Verão... Os beijos salgados... Os gelados... A coca-cola... As massas italianas... Os ganchos do cabelo... As conchas de bivalves... Os brincos... O branco... As sandálias... As unhas dos pés pintadas... Os cremes hidratantes... As massagens... Os nadadores-salvadores... O pôr-do-sol no mar... A lua cheia e os meus passeios nocturnos pela areia e praia fora...


De mim para ti...



terça-feira, 17 de julho de 2007

17




Listen as your day unfolds

Challenge what the future holds

Try and keep your head up to the sky

Lovers, they may cause you tears

Go ahead release your fears

Stand up and be counted

Don't be ashamed to cry


You gotta be bad
Bold
Wiser
You gotta be hard
Tough
Stronger
You gotta be cool
Calm
Stay together

Time asks no questions

It goes on without you

Leaving you behind if you can't stand the pace

The world keeps on spinning

Can't stop it, if you tried to

The best part is danger staring you in the face


Foto: Yves Noir
Música: Des'ree


(e a minha mão entrega-o à 100sentidos)

terça-feira, 3 de julho de 2007

16


Nicoline Patricia Malina

Passo para a menina limão, expert em design e que de ácido não tem nada, antes pelo contrário, muito doce e agradável, da indigo.



Au Revoir Simone - A Violent Yet A Flammable World

Por decisão do primeiro depois de consultar a última, segue para a Eyes Wide Open.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

15



Para a Indigo colorir
...uma amiga que não conheço mas sei de cor as cores que tem :)
Ana


counting crowns - colorBlind



domingo, 24 de junho de 2007

14



Há dias eternos


Há mulheres raras.

Há dias raros ao lado de uma mulher eterna.









Daqui passo para as imagens escritas, coisas simples. Um blog quase único, um blog de criação visual que sigo com prazer desde os tempos dos efeitos secundários.

sábado, 23 de junho de 2007

13

Wonderful World - Nine Horses



Entrei no café com um rio na algibeira
e pu-lo no chão,
a vê-lo correr
da imaginação...

A seguir, tirei do bolso do colete
nuvens e estrelas
e estendi um tapete
de flores
a concebê-las.

Depois, encostado à mesa,
tirei da boca um pássaro a cantar
e enfeitei com ele a Natureza
das árvores em torno
a cheirarem ao luar
que eu imagino.

E agora aqui estou a ouvir
A melodia sem contorno
Deste acaso de existir
-onde só procuro a Beleza
para me iludir
dum destino.

José Gomes Ferreira



por: mim

passo a: ti

terça-feira, 19 de junho de 2007

12

Nús da alma # 77
Nunca pedir nada a ninguém, faz com que tudo o que nos dão sem estarmos à espera, ganhe um outro sabor...
*
A quem passo? Ao Palavras que Brotam.
Nota do Alf: Na falta de resposta do "Palavras que brotam", e após conversa com a BC, segue para a Rosa.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

11

Com todo carinho que eu possa ter por ti,
Por tudo de bom que representas para mim,
Pelos nossos risos,
Pelas nossas lágrimas,
Pela nossa amizade,
Por eu gostar tanto de ti...
Este jardim é para tu não esqueceres de uma pessoa que nunca se esquece de ti,
Mesmo longe, mesmo não nos falando sempre,
Mesmo sem te conhecer o suficiente...
Que este jardim possa traduzir o meu carinho e a minha admiração por TI CATIA!!!
Mas agora eu envio o convite para a minha mana mais linda... para o meu anjo pessoal aqui na terra: EMN... porque AMATI!!!
Nota do Alf: Incumpriram as regras do Blog e apagaram o regulamento, que tinha dado trabalhinho a fazer. Sendo assim, e a título de castigo, interrompi a normal cadeia de convites, e dirijo eu o próximo.
Segue para a Batimento Cardíaco, se ela quiser...

10

E para mim, um número redondo, o 10!

A oferta veio da rapariga que não pára, e acabou por ir parar a mim, a rapariga das missangas.

Depois de muito pensar, decidi partilhar com voçês uma frase que me marcou muito nos últimos tempos...

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis"

Fernando Pessoa

E para acompanhar um texto tão solene, nada melhor que uma banda sonora calminha.

Espero que gostem.



Agora, envio este presente para a marguem sul do Tejo, para a Paula, do Quem fui, Quem sou e Quem serei.

Siga!!!

9

Ora então, nesta volta por Portugal, saímos da Marinha Grande e pousamos na Cova da Beira...

A minha contribuição para este blog apesar de pequenina é uma das minhas máximas de vida.


Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive

Ricardo Reis


E siga a viagem das montanhas para o deserto, onde se encontra a Missanga Azul, no seu Aventura das Missangas!

quarta-feira, 13 de junho de 2007

8

Aproveito o convite da maçã de junho para tentar prestar serviço público para ensinar e esclareçer a arte tão portuguesa do "safanço".

Existe um conjunto de regras para o cidadão Português se “safar”.
Nós Portugueses não estamos bem….também não estamos tão mal como outros estão…em suma “CÁ NOS VAMOS SAFANDO”.

Os 10 mandamentos deste “princípio do safanço” são os seguintes:

1 – Se roubares pouco de cada vez, não só não és mal visto como ainda dizem “..tás a ver? Aquele é que se safa!”
2 – Que se lixe! Os outros fazem o mesmo.
3 – No fim de contas…ninguém tem culpa.
4 – Ninguém é perfeito.
5 – Temos de ter paciência!
6 – Não faz mal…ninguém viu!
7 – Estaciona aí á frente desse portão, que ninguém sai a esta hora dessa garagem!
8 – Sr. Guarda…eu não sou de cá! Não vi o sinal!
9 – Eu já cá estava, não passei á frente!
10 – Eu conheço um gajo que te consegue “arranjar” isso!

Como por vezes há pessoas que teimam em não respeitar estas regras sagradas, o cidadão “safado” tem á sua disposição as seguintes respostas (irrefutáveis) de defesa. ( juntamente segue a sua tradução de “safadês” para Português)

1 – Não sabia! = Estou-me a cagar!
2 – Deve estar a fazer confusão com alguém! = Vá á mer….
3 – Não ligues…caga nisso! = Já foste “papado”!
4 – Não leve a mal…não foi de propósito. = Desapareça e não me chateie!
5 – Isso passa. = Tas f*did*!
6 – Vou tentar resolver isso, depois entro em contacto consigo. = …adeusinho otário.

Espero sinceramente que seja útil a minha participação e que melhore a qualidade de vida de quem por aqui vai passando.

...a próxima vítima será a going on!

7

Dás-me?
Então também me dou.
A ti, a ti e ainda a ti, que por aqui vagueias.
Dou-te a minha palavra, a junção das minhas letras, dos meus sons, do meu sentir.
A ti, dou-te ainda a minha cor, o sabor da dentada apetecida, quando os teus dentes cravarem a minha carne... tua.
Dou-te?
Sim, porque te darás também, e no fundo não é isso que somos?
Um dar e receber constante, um cobrar e um apetecer!


segunda-feira, 11 de junho de 2007

6

Uma velita, coloca-me esta tarefa em mãos, escrever, postar e a outro passar, Palavras....

Não resisti a esta oferta e como tal deixo um poema inesquecível, pelo menos para mim.



Sotto Voce

É possível que eu esqueça a liquidez da Lua
o sono dessa rua às três da madrugada
a longa caminhada orquestrada pela chuva
a sombra de uma luva em cima de uma vaga

É possível que eu esqueça o dia em que nasceste
Em que depois da luva apareceram as mãos
É possível que eu esqueça Ou que me seja indiferente

É possível que sim É preciso que não

David Mourão-Ferreira

Passo a palavra a Maçã de Junho

quinta-feira, 7 de junho de 2007

5

Calhou me o 5 e confesso que fiquei muito feliz com este presente da Mina.

Não resisto a deixar aqui uma das frases que mais gosto sobre a amizade que podem ler no maginifico livro "As velas ardem até ao fim" de Sándor Márai.




"Existe um certo tipo de amizade que é mais profunda e mais densa do que a dos gémeos no útero materno".


Passo ao meu amigo Tiago.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

4

Depois da surpresa proporcionada pela minha amiga Sea, deixo ficar o pensamento do dia:

"Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer. (...) Eu sei assim reconhecer aquele que ama verdadeiramente: é que ele não pode ser prejudicado. O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca."

Antoine de Saint-Exupéry, in 'Cidadela'




E agora a passagem do testemunho: a próxima destinia é uma pensadora nata: Velas!
Boas viagens! :-)
Foto de Isabel Gomes da Silva

terça-feira, 29 de maio de 2007

3

E "prontos", só me restava aceitar o chupa da Nani :D e aqui estou (olá aqui estou, brise contínuo, novo, fresco e perfumado!!).

E desculpem lá mas, tinha que vir com o musicol (não resisto, sou a gaja dos mares e da música :D), por isso, deixo aqui uma musiquita de uma banda pela qual ando perdida de amores: The National e passo a partitura deste sea à Mina:

2


A ideia original precisava de uma imagem ... xexy!!!
Passo o meu "chupa" à Sea!