terça-feira, 25 de dezembro de 2012
61
Beija-me...
Beija-me apaixonadamente... longamente... demoradamente... sofregamente... sem pensar no tempo em que as nossas línguas se demoram enroladas uma na outra, esquecendo o tempo que os ponteiros do relógio fazem andar... beija-me, como se o dia terminasse agora, para todo o sempre. Beija cada pedaço do meu corpo degustado em cada recanto molhado da minha boca... perde a razão, a vergonha e invade cada parte do meu ser através desse beijo longo... demorado... como se apenas os lábios e a língua pudessem gemer baixinho e em silêncio o quanto gosto de ti... Beija-me com paixão e ternura, como os beijos de cinema dos filmes românticos, onde o sentimento consegue falar sem ruído... Aperta-me entre os teus braços, enquanto a boca se enamora da minha boca quente, lasciva, atrevida... beija-me como quem parte numa viagem à descoberta, sem bagagem nem retorno, inventando a estrada enquanto avanças, fazendo tremer alma de emoção... deixa que guarde no céu, as estrelas que me fazes ver quando me beijas... beija-me de olhos fechados, como se o beijo jamais terminasse, e o meu corpo se tornasse extensão do teu, e se misture no gosto desse beijo... beija-me... como se fosse a primeira vez, com aquele nervoso miudinho do desconhecido, com aquele frio no estômago de não saber como vai ser... beija-me, como se fosse uma fruta doce e madura à espera de ser chupada, te lambuzando num boquilíngua interminável, saciando esta sede que tenho de ti... beija-me com volúpia de quem me devora pelos lábios... beija-me até me tirares o fôlego, matando a saudade que o teu desejo deixa em mim, ficando um quero mais... beija-me... perdidamente... loucamente...
Beijo-te...
(não fui convidada, vim aqui parar por intermédio da nossa Cabra Branca, e resolvi participar, por achar o desafio interessante vou deixar aqui nomeada uma pessoa que fará um contributo - Opusdesiderium)
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
60
.
(Da mesma forma que não fui convidada não convidarei ninguém para aqui postar, mas vou fazer publicidade no meu blogue e espero que algum dos meus seguidores me ofereça tal sorriso, o de saber que alguém continuou. Desejo-vos.)
sábado, 15 de novembro de 2008
59

sexta-feira, 24 de outubro de 2008
58

quinta-feira, 23 de outubro de 2008
57

Nas suas janelas escalavradas, dois pombos dançam, indiferentes ao salitre que os anos depositaram na parede e às feridas que os elementos escavaram na fachada. Perco-me no corrupio das plúmbeas penas e no seu terno arrulhar (que não ouço, mas adivinho) e a minha mente divaga.
No mais feio dos cenários, duas vidas evoluem. Indiferentes à poluição e ao som dos carros, e ao reboliço louco da cidade, duas vidas se entrelaçam e fazem ornitológicas juras. Duas vidas se transformam, sem contexto e sem paisagem, centrando-se apenas no essencial. Tudo feio e sujo em volta, e os pombinhos encontram o mood certo. Entregam-se naturalmente, na sua redoma idílica, artificialmente criada. E inclinam a cabeça em reverencial apreço.
Desvio o olhar, para não os incomodar...
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
56

É a escalada dos juros que se paga pela casa, é a manipulação descarada dos preços da gasolina, a justiça que condena em pouco tempo um jove desconhecido (não, não fui eu) que fez o download duma música mas se arrasta quando estão envolvidas figuras públicas, enfim, poderia estar aqui o dia todo a enumerar situações mas não me apetece.
Mas ontem foi o balde de água que fez transbordar o copo da minha paciência: uma situação para a qual reclamo a intervenção imediata de todos os órgãos de soberania, tal o escândalo que se desenrola à vista de todos: falo da cartelização do preço das castanhas!
É que, de um dia para o outro, surgiram em Lisboa, de forma coordenada, os carrinhos de castanhas. Todos aqueles por que eu passei ostentavam a mesma folha A4, resguardada por uma mica, com a mensagem “uma dúzia 2 €”. Onde pára a livre concorrência? Nem um único carrinho a fazer descontos caso uma das castanhas saia queimada? Ou a cobrar um extra caso venha com bicho (pelo acréscimo de nutrientes)? E onde está a plaquinha a dizer “este estabelecimento tem livro de reclamações”, caso eu não goste do teor das notícias do jornal que enrola as castanhas?
Que me esvaziem a conta bancária, que me neguem o acesso a uma justiça célere, que me entupam a televisão com programas da tanga, mas não castanhizem a minha vida! Pela liberalização do preço das castanhas, marchar, marchar! Vá, marcha tu também!
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
55

Histórias de vida...
6h da manhã, abro um olho,
depois outro, espreguiço-me,
aconchego-me, deixo-me ficar.
Lá fora a noite "morreu",
nasce o dia com a minha preguiça,
saboreio os momentos de silêncio e não pensamento.
Ao meu lado o sussurrar do sono inocente,
sinto-o no silêncio do meu pensamento.
Os sons da vida, chamam-me à razão,
desvanece-se a languidão dos corpos,
quero deixar-me ficar...
ficar e saborear!
Envolvida, nos lençóis do nascer do dia,
do silêncio, do sono inocente,
do querer saborear
o tempo que brinca com os raios de sol que espreitam pelas frestas das janelas
- "é uma injustiça esta vida"...
Oiço ao meu lado,
com um espreguiçar
um aconchegar,
um saborear este momento do silêncio e não pensamento!
...com os meus sobrinhos(as) que amo!
Recebi com muito carinho e aí vai, uma mão cheia dele!
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
54

respondo à tua chamada
tenho o tempo a meu favor
e espero que o bom tempo me traga
com tempo estas palavras
cristalinas como água
que juntas constroem pontes
arquitecturas do momento
com tijolos e cimento
pinturas de cores aos montes
desvairadas, loucas em rima
que ao pensador pedem obra prima
às vezes pingam secas
pisadas, espalham-se pelo chão
perdidas em espaços de solidão
grãos de silêncio na corrente
vão, secretas e minúsculas
engalfinhadas umas nas outras
partem soltas na torrente
outras vêm do vento em pensamento
tufões delas do sentimento
desarrumadas em fila
mas as vadias
não me obedecem
e a todos se oferecem
cada um(a) que as leia, como prefira.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
53
vou tentar não o desperdiçar pois é valioso hoje em dia
e o vosso, de quem me lê aqui, também os será com toda a certeza
Há um tempo de reflexões para dar mais um passo
Uma vez disseram-me que a linha da vida não é recta, ou sobe ou desce
na inércia não fica, nem mesmo quando hesitamos
Necessito de tempo mas falta-me tempo para o necessitar
por vezes não o gasto como devia, ou melhor gasto-o não o aproveito
para subir ou descer não interessa (de preferência subir claro)
e ao ter este tempo para escrever dei-me conta que o devo aproveitar
aproveitar para dar mais um passo, pois na inércia não fico
gosto demasiado da vida para gastar o tempo que ainda tenho
(muito, espero eu)
e uma das coisas que faço ao aproveitar a vida
é ter o prazer de te ler
e por isso te chamo
terça-feira, 16 de setembro de 2008
52
E um dia temos de parar.
E mudar.
O quê, não sei.
Mas temos. E devemos.
Para quê? Também não sei.
Avançar.
É aquela coisa do tempo. Do tempo para isto, do tempo para aquilo.
Das coisas que começam, que duram e que depois acabam.
Do tempo que todos falam, mas que ninguém liga.
Só ele.
Só o tempo, liga ao tempo que passa.
Só ele se dá conta.
Nós não.
E quando damos, é quase sempre tarde.
Acabou.
E agora dou-te este tempo a ti.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
51
navego. o Mar é o meu segundo elemento. gosto dele infinitamente. preciso de o sentir por perto, de o ouvir, de o cheirar. sem ele a minha vida fica mais vazia e a minha cabeça mais longe, dispersa, sem rumo.
navego. descubro que existe vida a circular em espaços não visíveis. navego num mar de nomes, de pessoas, que como eu navegam no seu silêncio, na busca de palavras suas e de outros.
navego. descubro espaços onde gosto de me sentar a ler. a pensar. a fazer sala sem ter sido convidada.
navego. neste mar descarrego pensamentos e ansiedades. desejo não perder as minhas palavras e poder continuar a escrever e a ser lida.
navego e descubro. E aí vai ele!...Patti
domingo, 8 de junho de 2008
50
Têm-me dito muita coisa.
Que o Sol não é mais que uma fornalha atómica gigante, que a música não é mais que um jogo de frequências que só o nosso cérebro consegue descodificar, que o apreciar do nosso prato favorito ou, pasme-se, o sentir-se apaixonado, não são mais do que flutuações da nossa bioquímica interior.
Pois se crescer significa aprender eu quero. Mas se crescer acarreta esquecer, então deixem-me ficar com o Sol como mago dos céus, com a música como fantasia, com a bioquímica interior como o festim dos sentidos. Deixem-me evitar racionalizar quando assim o desejar.
Têm-me dito que há um mundo desencantado e triste lá fora.
A essas pessoas mandá-las-ei à fava. E depois apaixonar-me-ei como um adolescente, rir-me-ei na cara delas. E também tu podes fazê-lo. Pega no teu sorriso contagiante, veste-te de bolinhas da cabeça aos pés, canta e dança à chuva. O que quiseres.
E vamos deixá-los bradar ao vento.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
49
Culpada Senhor Juíz.
Depois de uma pausa mmuuuiiittttooooo prolongada, aí vai ele!
Peço desculpa por ter mais uma vez deixado para amanhã o que poderia ter feito hoje. Mas de alguma forma parece que aquilo que é realmente importante acabo sempre por conseguir adiar, enquanto que as pequenices do dia-a-dia, essas não, têm de ficar feitas JÁ! Eu sou assim...
Lavar a roupa (que nem é muita), reciclar papel (que pode ser reciclado para a semana), apagar aqueles e-mails spam que conspurcam a minha caixa de entrada... tudo isso é para AGORA.
Mas escrever finalmente aquele relatório que não tem deadline, responder a um e-mail de um amigo que há muito não vejo, falar com a minha mãe e dizer-lhe que tenho saudades... tudo isso é ADIÁVEL. Até que chegue o dia em que é tarde demais.. e aí?! Não penso que seja má pessoa por isso, creio até que este comportamento é perfeitamente humano. Mas ainda assim fico triste por perceber o quão me faltam as forças para fazer tanta coisa importante HOJE, porque AMANHÃ pode mesmo já ser tarde demais.
Por isso envio este blog para alguém que conseguirá perceber o que digo, e que esperançosamente não irá adiar. Assim como eu, ele consegue ver o Sol por detrás das Rainclouds.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
48
domingo, 20 de abril de 2008
47
Sou como sou, tenho o que tenho e o que quero ou não quero guardo para mim. Não vou dizer que me contento com pouco mas também não preciso de muito.
Mas às vezes olho à minha volta e vejo muita gente que não é assim.
Vejo pessoas fúteis. Pessoas a viverem de ostentações, de acharem que o custa muitos zeros é que é bom (mesmo não tendo assim tantas posses para isso). E parece que vivem naquele mundo.
Naquele e no mundo que acham ser o melhor. Porque o que têm, o que fizeram, o que fazem e que querem a curto prazo ter (ainda que na realidade vá demorar muito) é o que toda a gente queria (mesmo que não seja) e acham-se os maiores.
E essas pessoas acham que são as melhores e poucas críticas aceitam, vivem num mundo estranho, por eles criado, porque na realidade são extremamente frágeis e fracos. E muito.
Mas aquele é o disfarce que encontraram para se mostrarem melhores e superiores ou para tentarem ser pelo menos.
Quem quer acredita, quem não quer não acredita. Eu acho que as máscaras quando muito só devem ser usadas no Carnaval. Mas há quem queira ter um todos os dias.
Eu prefiro ter um mundo verdadeiro e real.
E como real que acho, passo o blog para a minha Kellygirl.
terça-feira, 11 de março de 2008
46
O chão é diferente. O telhado também.
Gostas de pintura realista, eu vou mais pela surrealista ou até mesmo... abstracta.
Gosto do teu nome. Do teu cheiro. Mas aquilo que gosto mais é aquilo que não sei. Não me deixes sabê-lo. Isso é a salvação.
Prende-me em caracteres. Dá-me cheiros e sabores, sorrisos e interrogações. Mas não te iludas, não queiras ter ar que escapa entre os dedos, que muda ao sabor da rosa dos ventos. Não o podes controlar.
Não sejas frágil ao ponto de acreditares que sim.
O sol põe-se e nasce, os ventos e as marés mudam... mas podem não voltar.
Entendes?
[risos]
46
4+6=10 (números... momentos meus e de mais ninguém)
4x6=24 (sorrisos... oferecidos a alguém por dia)
46:2=23 (almost there)
4 vidas perdidas contrapostas a 6 sonhadas
[risos]
Não entendes não é?
Num casulo existem sempre metamorfoses.
46 para ti, um infinito para tantos outros.
sexta-feira, 7 de março de 2008
45
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
44
Ela:"Aceitas o desafio?"
Ele:"..."
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
43
Tenho 23 anos e uma média de duas frases por post. E agora pede-me para escrever aqui.
Diz ela que me ofereceu um blog no meu aniversário. Que foi original.
O tanas. Coincidência, foi o que foi.
Sinto-me como quando tinha 12 anos e lia na missa aqueles textos dos quais não sei o nome. Subia lá para cima, ficava em bicos de pés e dizia com uma voz aldrabada, como quem quer parecer já gente crescida: "Carta de São Paulo aos Filisteus."
Agora estou outra vez a querer parecer gente crescida. Não consigo enganar ninguém e não sei o que estou a dizer.
Um dia este blog vai entrar num livro de recordes qualquer e eu vou gabar-me disso.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
42

ela.
ela tem e não quer. ela quer e não tem. ela vai mas volta.
ela vai ter com quem?
ela ama alguém?
ela.
ela ia mas não foi. ela quis já não quer. ela teve já não tem.
ela ama mas quem?
ela teve alguém?
ela.
ela canta e ninguém ouve. ela escreve e ninguém lê. ela chora e ninguém sente.
ela tem mas quem?
ela é alguém?
ela.
ela viu já não vê. ela esteve já não está. ela foi já não volta.
ela é mas quem?
ela quis alguém?
ela.
ela ama. ela tem. ela é. ela quer. alguém.
quem é ela? ela és tu. e eu sou quem?
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